30/03/2010

Fantástico faz teste de mobilidade de cadeirantes

O teste de moblilidade para deficientes físicos foi feito em cinco capitais brasileiras, a que apresentou melhor qualidade de serviço foi Porto Alegre (RS).
O pior serviço é em São Luís (MA) o cadeirante espera mais de duas horas por ônibus adaptado.
Em Florianópolis dos 477 ônibus urbanos, apenas 48 veículos são adaptados para deficientes fisicos, cerca de 10%.



Veja a matéria produzida pelo Fantástico da Rede Globo:

Matéria: No Trajeto
Fonte: Globo.com

29/03/2010

I Seminário do Transporte Maritimo em Fpolis

Visando debater as propostas para a implantação de transporte marítimo em Florianópolis, a Secretaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Terminais realizou, no dia de ontem (25 de março), o I Seminário sobre Transporte Marítimo de Florianópolis.


O Seminário:
Dezenas de pessoas, incluindo representantes de ONG’s, moradores da ilha, biólogos e geógrafos, além das autoridades presentes, escutaram, na sede do CDL, palestras com especialistas. A participação da plateia foi intensa nas mesas de debates em que, além de proferir perguntas aos palestrantes, as pessoas puderam dar suas opiniões e partilhar suas atuais dificuldades.

Na parte da manhã, a Dra. Marinez Scherer, bióloga, tratou do gerenciamento costeiro e a necessidade de planejamento para que não haja conflito entre as diversas atividades que são exercidas nesta área. O transporte marítimo não pode ser pensado isoladamente, mas de modo a não prejudicar outros trabalhos, como a maricultura, por exemplo.

Falou também a Dra. Analúcia Hartmann, procuradora da República, que frisou a necessidade de que sejam feitos previamente estudos profundos. Para ela, embora seja claro de que não há como concretizar o projeto sem que haja nenhum impacto, este pode ser positivo se as ações forem pensadas a médio e longo prazo.

À tarde, o capitão de corveta da Capitania dos Portos em Santa Catarina, José Antônio Gomes da Silva, tratou das normas de segurança que devem ser levadas em consideração para que este tipo de transporte não ofereça riscos.

O oceonógrafo, Alberto Pedrassani Costa Neves, lembrou que transporte marítimo, em Florianópolis, não é algo novo e que talvez a construção das pontes nos tenha feito dar as costas para o mar, que são vias prontas. Alberto enumerou as premissas e condicionantes que devem ser levadas em consideração no projeto, além de demonstrar os trajetos em que se faz urgente a constituição de linhas aquaviárias.
Em janeiro deste ano, o vice-prefeito e Secretário de Transportes João Batista Nunes havia se reunido com o superintendente estadual do Banco do Brasil em Santa Catarina, José Carlos Reis da Silva para começar a tratar de transporte marítimo. No dia de ontem, o BB reafirmou a parceria com a prefeitura, representado pelo seu gerente de desenvolvimento regional sustentável, Carlos Werner Neto. Em discurso, Werner afirmou que o interesse do banco no projeto não é o de apenas entrar com recursos financeiros, mas que também pretendem oferecer sua experiência na elaboração de um plano de negócios que atenda ao tripé da sustentabilidade: questão social, econômica e ambiental.

Falou ainda o presidente da Cooperbarco, Volnei Valdir Andrade, sobre a experiência do transporte lacustre na Bacia da Lagoa. Lembrando que na Lagoa há vilarejos em que só é possível se chegar por trilha ou barco, Volnei afirmou que “se o transporte lacustre fosse ruim, os moradores já teriam pedido a construção de estradas”.
Finalmente, encerrou o Seminário o vice-prefeito e Secretário de Transportes, João Batista Nunes, confirmando a vontade política de executar este projeto de modo planejado, valorizando o pescador artesanal. Para ele, os barcos não chegarão para competir com os meios de transporte coletivos, mas com o transporte individual.

Confira um resumo de cada uma dessas palestras:
Matéria Adap.: No Trajeto
Fonte: SMTMT/Assessoria de Imprensa
Fotos: Diogo Carvalho

28/03/2010

Edificio garagem no centro da cidade

Iniciativa da SEA traz R$ 13 mi para cofres públicos:
Ainda no decorrer de 2010, a região central de Florianópolis vai ganhar um moderno edifício-garagem, totalmente automatizado, que vai reduzir consideravelmente a escassez crônica de vagas de estacionamento naquela área da cidade e, consequentemente, melhorar o fluxo de veículos.

A iniciativa pioneira é da Secretaria da Administração e integra o leque de ações de modernização do Estado mediante a utilização de novas tecnologias. Para tanto, a SEA selecionou proposta para concessão onerosa de terreno com 1204 metros quadrados, na Rua Arcipreste Paiva, centro de Florianópolis, ao lado da Catedral Metropolitana, para construção e exploração de um edifício-garagem.

Fonte: SEA
Foto: Diogo Carvalho

23/03/2010

Floripa 284 anos e o Metrô de superfície

Matéria do Diário Catarinense sobre o projeto do Metrô de superficie na capital catarinense que comemora 284 anos.

Metrô de superfície é visto como uma das soluções para melhorar o trânsito pelos próximos 30 anos:


Diário Catarinense - Você é só um sonho?
Metrô de Superfície - Mais ou menos.

DC - Como assim? Você pode se tornar realidade?
Metrô - Foi lançado um edital em dezembro de 2009. A Se­cretaria de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis está fazendo a análise técnica das propostas apresentadas por quatro consórcios de empresas. Alías, o secretário Valter Gallina me prometeu que assina a ordem de serviço hoje, dia de aniver­sário da cidade. Daí já começo a deixar de ser um sonho, né!

DC - E quando é que você sai do papel, então?
Metrô - A previsão é de seis meses para fazer os estudos de viabilidade técnica, ambiental e econômica e seis meses para o projeto mesmo. Os estudos vão dizer por onde eu posso passar e o que tem que ser feito de alteração no trânsito para isso, quan­tas áreas teriam que ser desapropriadas, os tipos de licenciamen­to, quais órgãos ambientais precisam aprovar, essas coisas. E a viabilidade econômica, que vai apontar se sou viável financei­ramente. Porque de nada adianta eu passar bonitinho por aí e custar R$ 10 a passagem.

DC - Quer dizer que você pode não sair?
Metrô - Tem esse risco. Se o estudo disser que a Grande Flo­rianópolis não me comporta ou que tecnicamente a implantação seria complicada, e isso se refletiria no meu custo, daí eu nunca vou existir. Mas os técnicos da secretaria não acreditam nisso.

DC - E a Grande Florianópolis realmente comporta um metrô?
Metrô - Não comporta. Mas eu não sou exatamente um me­trô. Sou chamado de "metrô leve", porque tenho uma estrutura menor e mais maleável. Os meus pontos não são muito diferen­tes dos de um ponto de ônibus. Um metrô carrega pelo menos 40 mil pessoas por hora e tem as estações bem espaçadas. Nas horas de pico, chega a levar 80 mil pessoas por hora. Esse mo­delo realmente não nos serve. Eu carrego entre 15 mil e 30 mil pessoas por hora e me integro com alguma facilidade às vias pú­blicas que existem. Para comparar, um ônibus normal leva umas 5 mil pessoas por hora.

DC - Tá, mas não tem um prazo mais definido?
Metrô - Depois de pronto o projeto, é só começar as obras. O tipo de metrô escolhido é que vai determinar quanto tempo de­mora. A Secretaria Regional trabalha com um prazo de 20 meses.

DC - Por onde você vai passar?
Metrô - Este é outro ponto que ainda não está definido. Mas existe uma ideia básica de que eu devo sair do Mercado Público, atravessar a Ponte Hercílio Luz e ir até Barreiros, em São José. Quando eu digo básica, é básica mesmo. Tudo isso depende dos estudos de viabilidade técnica, ambiental e econômica. Por exem­plo, posso ser construído na Beira-Mar, ligando o Continente ao Bairro Trindade.

DC - Quando você estiver funcionando, vai esvaziar os ônibus?
Metrô - De jeito nenhum! Eu não quero concorrer com os ônibus. Os ônibus são meus aliados. Quero concorrer com os car­ros. Hoje, 150 mil veículos cruzam as pontes diariamente. Se eu tirar 25% desses carros, imagina a diferença?

DC - Quanto você vai custar?
Metrô - A estimativa é a de que eu custe R$ 300 milhões.

DC - De onde vem esse dinheiro?
Metrô - Do governo do Estado e da iniciativa privada.

DC - Você ainda não nasceu, mas já pensa em ter filhos?
Metrô - Imagino um metrozinho indo dali do Centro para a UFSC, pela Beira-Mar Norte. De lá, ele iria até o aeroporto e de volta ao Centro, pela Via Expressa Sul. Vejo outro, mais para fren­te, indo do Mercado Público até o Centro Adminitrativo, no Saco Grande. E os caçulas passando pelos municípios da Grande Floria­nópolis, as praias do Sul e do Norte da Ilha, quando eu já for um velho conhecido dos catarinenses. Afinal, a minha vida útil é de 30 anos.

Detalhes: 
:: VLT É um pequeno trem urbano, geralmente movido a eletricidade. Seu tamanho permite que sua estrutura de trilhos se encaixe no meio urbano existente.

:: Pioneiro O primeiro VLT no Brasil operou em Campinas, em São Paulo, de 1990 e 1995. Ele foi desativado porque suas linhas eram pouco usadas. O planejamento do sistema foi considerado inadequado, pois as estações tinham poucas integrações.

:: Projeto Atualmente, existem projetos para o VLT em Brasília, Alagoas e Santa Catarina. Ceará conta com uma linha entre as cidades de Crato e Juazeiro do Norte.

Matéria: DIÁRIO CATARINENSE, Especial Florianópolis 284 Anos

Foto montagem: Roberto Barrich

Floripa 284 anos e o trânsito

Matéria do Diário Catarinense sobre o trânsito na capital catarinense que comemora 284 anos.
Considerado o pior problema da Capital, o trânsito tem lá suas razões para reclamar dos usuários

Diário Catarinense - Seu trânsito...
Trânsito - Senhor trânsito, por favor.
DC - Tudo bem. Mas por que tamanha distinção para algo tão popular?
Trânsito - Olha como me tratam. Dizem que sou um caos, um inferno. E além de tudo me escolheram como o pior problema de Florianópolis. É bom começarem a me respeitar.
DC - Está estressado, é?
Trânsito - Tais rindo? Estressado, não, estou indignado. Estressados estão os que precisam se locomover na cidade. Assim como meu amigo João Lídio Costa, que desde 1984 dirige um táxi aqui, estou vacinado. Quando ele começa a ouvir buzina ou reclamação, fecha a janela do carro e espe­ra. E como espera. Em horário de rush, chega a levar quatro horas do Aeroporto até a Barra da Lagoa. Em horários nor­mais, o tempo ficaria em uma hora. E entrar ou sair da Ilha é ainda pior.

DC - Mas qual é o tamanho do problema?
Trânsito - Olha, um pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), Valério Medeiros, publicou um estudo, em maio de 2009, mostrando que Floripa tem a segunda pior mobilidade urbana do mundo e a pior do Brasil.
DC - E até onde vai chegar?
Trânsito - Há quem diga que eu posso parar entre 2014 e 2018. E não sou eu que estou dizendo. A infor­mação é do engenheiro Severino Soares Silva, que fez um estudo com um grupo de especialistas sobre a infraestru­tura da Capital. Mas é só pensar: a população cresce, há mais empregos, a taxa de motorização não para de au­mentar e o meio físico permanece igual.

DC - Há muitos carros em Floripa?
Trânsito - Hoje são mais de 250 mil carros para uma população de 408 mil pessoas. Segundo dados de dezem­bro de 2009, a cidade tem um carro para cada 1,6 habi­tante. É igual a Curitiba. E só fica atrás de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Goiânia, onde a relação é 1,5.

DC - E quais obras poderiam solucionar o problema?
Transito - Ideia de obras é o que não falta. Já foi fa­lado em quarta ponte para ligar a Ilha ao continente, me­trô de superfície, túnel submerso, duplicação da SC-405, pedágio urbano, sistema teleférico integrado, transporte marítimo. Mas ainda estou esperando uma solução.
DC - E qual você escolheria?
Trânsito - Diria que o professor de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Lino Peres, tem uma ideia interessante. Chamar a população e mostrar todas as alternativas possíveis, in­cluindo corredores exclusivos para ônibus, como em Curi­tiba, por exemplo. Faz um estudo, mostra os resultados e os impactos que cada uma teria. Então opte-se pelas melhores soluções.

DC - Tudo isso vai levar certo tempo, desde que se comece já. Não há o que fazer agora?
Trânsito - O presidente do Instituto de Certificação e Estudos de Trânsito e Transporte, José Leles Sousa, fala que os congestionamentos ocorrem em horários mais ou menos definidos - início da manhã, meio-dia e fim da tarde. Campanhas educativas mostrando as melhores ho­ras para ir ao Centro, por exemplo, já ajudariam. Se você for até lá comprar uma camiseta, vá no meio da manhã ou no meio da tarde.
DC - Há muito desrespeito?
Trânsito - Até parece que você não anda por aqui. Mas vou te dizer uma coisa. O Alberto Martins, gerente de trânsito da Guarda Municipal, conta que a maioria das multas aplicadas é por estacionamento irregular. As pes­soas param nas próprias vias ou em cima das calçadas. E sabe o que elas dizem quando são abordadas? "É rapidi­nho". Vocês humanos são mesmo muito irracionais.

Ações
:: As últimas ações na tentativa de minimizar os congestionamentos na cidade foram a implantão de dois corredores de ônibus e táxis. Um na Ponte Colombo Salles e outro no Bairro Saco dos Limões até o trevo da Seta.

:: Projetos — Está em estudo transformar a Avenida Lauro Linhares, no Bairro Trindade, em mão única.

:: Fluxo — Por dia, passam pelas pontes que ligam a Ilha ao continente cerca de 150 mil carros.



Matéria: DIÁRIO CATARINENSE, Especial Florianópolis 284 Anos
Foto: Diogo Carvalho

Pacotão de obras visam a mobilidade no Sul da Ilha

Ordem de serviço:
Como parte da programação do aniversário de Florianópolis, foi inaugurada a revitalização total da Avenida Pequeno Príncipe e lançada a ordem de serviço da Rodovia Açoriana e Rua do Juca, na Tapera. O evento foi acompanhado por uma comitiva de especialistas internacionais, que participam do I Fórum das Américas sobre a Mobilidade Urbana nas Cidades, que começa hoje na Capital.


A obra entregue na Avenida Pequeno Príncipe envolve a revitalização de um trecho de 2,8 km de ciclovia e calçadas. “A mobilidade urbana se caracteriza pela estrutura disponível para a utilização de outros meios de locomoção que não o carro. Aqui no Sul da Ilha essas obras representam uma nova maneira das comunidades conviverem com a sua região. Com a revitalização dessas vias, os moradores poderão interagir de outra maneira com a sua comunidade, pois poderão caminhar com suas famílias, encontrar os amigos e apreciar a natureza tão bela da nossa Ilha”, destacou Dário Berger.

De acordo com o Secretário de Obras em exercício, Luiz Américo Medeiros, onde antes só havia acostamento, a Prefeitura construiu uma estrutura que prioriza o pedestre e o ciclista, beneficiando os moradores da região. “A comunidade já está sentindo os benefícios da melhoria e o comércio está se adequando e se transformando diante da nova estrutura implantada”.
Já para a arquiteta do IPUF, Vera Lúcia Gonçalves, a revitalização no Campeche faz parte de um grande projeto da Prefeitura para oferecer estrutura para a mobilidade na cidade. “O projeto Rotas Inteligentes tem como objetivo criar espaços mais seguros para quem opta por se locomover de bicicleta ou a pé”, complementou a arquiteta.

Na mesma ocasião, foi lançada a ordem de serviço da Rodovia Açoriana e Rua do Juca, na Tapera. Essa obra envolve a remoção de lajota, drenagem, pavimentação e revitalização das vias. A proposta é urbanizar a área do canal, similar ao que foi feito na Avenida Hercílio Luz, no Centro. Dessa forma, a população do local contará com uma via revitalizada e com estrutura de lazer com calçadas, ciclovias, bancos e iluminação. A obra será desenvolvida em parceria com o BADESC.

Mais pelo Sul da Ilha:
Para o Prefeito Dário Berger, essas obras atendem parcialmente as necessidades de mobilidade do Sul da Ilha. Para ele uma obra que trará grandes benefícios para a região é o Elevado do Trevo da Seta. No início da manhã desta segunda-feira, uma vistoria da Secretaria Municipal de Obras esteve no local da construção do elevado. Com capacidade para tráfego de 35 mil veículos por dia, o elevado terá 145 metros de extensão e 18,60 metros de largura com duas faixas de rolamento em cada sentido. “Nossa previsão é entregar o Elevado ainda este ano”, informou o Secretário de Obras em exercício, Luiz Américo Medeiros.

Visitantes internacionais:
A apresentação de obras no Sul da Ilha foi acompanhada por quatro especialistas internacionais na área de mobilidade. Eles participam do I Fórum das Américas sobre a Mobilidade Urbana nas Cidades, que começa hoje na Capital. Da Alemanha, estiveram presentes Patrick Daude, representante da Prefeitura de Sttuttgart e Uwe Grote, da rede Cities for Mobility e da Empresa Municipal de Trânsito da Capital Regional de Stuttgart. Do Reino Unido, o cientista social Peter Cox, que está em Florianópolis representando a Universidade de Chester. E da Holanda, Roel Massink, pesquisador na área de planejamento urbano para o ciclismo.
Mais informações sobre o I Fórum de Mobilidade Urbana clique aqui.


Matéria Adap.: No Trajeto - Diogo Carvalho
Fonte: PMF/SMTMT
Foto: Diogo Carvalho

22/03/2010

Fantástico mostra como agem os ladrões de ônibus

Reportagem do Fantástico - Rede Globo:
Só nos dois primeiros meses do ano, foram registrados 181 roubos em Campo Grande (MS). Em outras grandes cidades, câmeras de segurança instaladas em ônibus também registram cenas de muita violência.
Em Florianópolis apenas a empresa Transol possui(possuia) algumas câmeras instaladas nos veículos que fazem as linhas sociais para os morros da região central da capital. A medida na capital daria mais segurança para o usuário em determinadas linhas.


Matéria: No Trajeto
Fonte: G1.com/fantastico