31/01/13

Comitiva da Prefeitura de Florianópolis pretende reativar terminal


Sem utilização desde que foi criado, o Terminal urbano de Capoeiras estava em situação de completo abandono.
O SIT possui 7 terminais, 3 deles desativados
O prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Júnior, e o secretário do Continente, João Batista Nunes, visitaram as instalações, acompanhados do secretário de Transportes, Valmir Humberto Piacentini, e do secretário de Obras, João Amin.


A comitiva realizou uma vistoria detalhada de toda a instalação. Várias alternativas estão sendo estudadas pela prefeitura para reativação do terminal, principalmente com vistas à integração do transporte público na região continental.


Por determinação do prefeito, o secretário de Transportes e Terminais fará um estudo junto aos secretários de municípios vizinhos para avaliar, tecnicamente, a possibilidade de reativar o terminal na sua função original.


Com informações - SMTMT


Nota do blog: É importante salientar que o Sistema Integrado de Transporte - SIT completa 10 anos de real implantação em 2013. Fazer uma análise do SIT, pontos fortes e fracos nessa década de operação, deve apontar novas alternativas para os terminais de ônibus atualmente sem uso (TICAP, TIJAR e TISAC).
A ativação de terminais na área continental da capital pode contribuir para a mobilidade urbana no acesso a ilha, visto que, com a implantação de linhas diretas entre o terminal central (TICEN) e os terminais TICAP e TIJAR a quantidade de ônibus adentrando a parte insular, seria bem menor.


09/05/12

Mobilidade Urbana e seus desafios é tema em programa da TVCOM

A política nacional da mobilidade urbana instituida pelo governo federal neste ano, estabelece princípios, diretrizes e instrumentos para que os municípios possam planejar um sistema de transporte coletivo capaz de atender à população e contribuir para o desenvolvimento urbano sustentável.
A lei incentiva a priorização do transporte coletivo, público e não motorizado, em vez do individual, particular e motorizado. Assim, determina, por exemplo, diversos mecanismos para garantir a oferta de gratuidades e a manutenção de passagens acessíveis nos meios de transporte coletivo.

Lei esta, tema do programa Conversas Cruzadas da TVCOM SC, que contou com a presença dos professores Werner e Roberto de Oliveira da UFSC, do aquiteto urbanista Edson P. e do acadêmico de Administração Pública (Esag/Udesc), idealizador deste blog, Diogo Carvalho.

Foram debatidas causas dos problemas enfrentados pela região metropolitana, no que tange a mobilidade urbana e a acessibilidade. Bem como as possíveis soluções encontradas pelos professores e acadêmico para o 'caos' diariamente encontrado pelas pessoas na região da Grande Florianópolis.



03/05/12

Revitalização do Terminal Cidade de Florianópolis

Os canteiros de obras já estão prontos e as intervenções no Terminal Cidade Florianópolis vão começar pela plataforma 5. As inclinações das extremidades serão mais rebaixadas para colocação de um piso especial à acessibilidade.
Terminal Cidade de Florianópolis
foto/divulgação
O prazo para conclusão da obra é de quatro meses, com um custo total de R$ 523 mil. A empresa vencedora da licitação foi a Mundial Serviços LTDA.

Para o vice-prefeito e secretário de Transporte, Mobilidade e Terminais, João Batista, a segurança e economia da região serão beneficiadas. “O terminal reformado trará mais humanização para a região do Terminal” disse.

A reforma do Terminal contemplará novos banheiros públicos, além do cerceamento de toda a estrutura e rampas para acessibilidade. A estrutura vai receber nova pintura e uma base da Guarda Municipal. Após o término da reforma, de acordo com o vice-prefeito, todas as linhas intermunicipais passarão a desembarcar no Terminal Cidade de Florianópolis.

Nota do Editor:
Antes tarde do que nunca, as obras públicas demoram mas saem. A promessa (como vemos no vídeo da RBSTV) já é antiga.

30/04/12

Mobilidade Urbana é discutida em audiência do Plano Diretor da Capital

Com informações PMF:

Ocorreu na última terça-feira, 24 de abril, no Clube 12 de Agosto, às 19h00min, a terceira (de um ciclo de quatro apresentações) temática referente ao Anteprojeto de Lei do Plano Diretor Participativo de Florianópolis. O evento contou com a presença do Rodolfo Siegfried Matte, diretor de Arquitetura e Urbanismo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), Marly Carvalho, da Secretaria Municipal de Educação, Ivo Sostisso, técnico contratado para as apresentações, Carlos Eduardo Medeiros, engenheiro do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), Rui Arno Richter, promotor de justiça, o presidente do Núcleo Gestor do Plano Diretor Participativo de Florianópolis, Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, e Elson Bertoldo dos Passos, sanitarista da Secretaria Municipal de Habitação e Saneamento Ambiental (SMHSA).

Após a abertura dos trabalhos, cada convidado teve a oportunidade de falar sobre o tema, iniciando com o Diretor de Arquitetura e Urbanismo SMDU, que na ocasião enfatizou que "a maior preocupação hoje é fazer com que toda a população entenda este Plano Diretor".

Em seguida, o engenheiro e sanitarista da SMHSA, apresentou o Plano Municipal de Saneamento Básico Condicionante, assunto que não estava em pauta, mas que segundo ele, vem sendo cobrado em episódios anteriores.

Entre outros pontos, abordou a Lei Federal nº 11.445/2007, que desde a data, tem ditado as Diretrizes Nacionais para a Política de Saneamento Básico. Além disso, enfatizou a extrema importância do apoio dos munícipes para que as metas sugeridas por cada comunidade possam ser universalizadas.  Entre as 81 metas qualificadas para o Plano de Saneamento pode-se citar o abastecimento de água (tratando da demandas atuais e futuras), o Esgotamento Sanitário – Programa de Monitoramento e Controle de Efluentes, a Drenagem, os Resíduos Sólidos – Programa de redução, reutilização e reciclagem.
Estratégia: Diminuir o deslocamento de carros

O técnico, Ivo Sostisso, abordou os princípios fundamentais do projeto que são a modalidade e a acessibilidade, que trazem como estratégia introduzir critérios novos e diminuir o deslocamento de carros, ou seja, aumentar a oferta do transporte público coletivo, passando do individual para o coletivo, objetivando a redução gradativa do número de veículos, que atualmente chega a 280 mil (duzentos e oitenta mil) presentes diariamente no trânsito da cidade.

Explicou que as seis políticas definidas para o plano têm como finalidade alcançar e garantir o objetivo da mobilidade e acessibilidade, sendo elas:

I – Política de Transporte Hidroviário - Instalação de meios de transportes de passageiros e cargas, com portos ou atracadores de modo a diminuir os congestionamentos;
II – Política de Sistema Viário Padronizado e Hierárquico - Desenvolver corredores de transporte de massa, com o intuito de garantir a integração metropolitana, estendendo-se ao continente.
III – Política de Desenvolvimento de Corredores - É um sistema de corredores que identificarão as vias do transporte de massa. Um programa de integração de vias urbanas inter/intra bairros. Também, um programa de infraestrutura e sinalizações turísticas.
IV – Política de Educação e Fiscalização para mobilidade sustentável - Consiste em valorizar a educação ambiental para a mobilidade.
V – Política do Transporte Não Motorizado - O objetivo é que a pequena dimensão existente hoje ganhe mais espaço. Um modelo de mobilidade urbana através do fomento à integração do transporte não motorizado (bicicletas e o modo a pé).
VI - Projeto deflagrante de transporte da Baía – Exemplos claros são os corredores norte-sul.

Dando continuidade, foi a vez do engenheiro do IPUF, Carlos Eduardo Medeiros, falar sobre o Sistema Viário e Cicloviário, destacando algumas das vias de trânsito da cidade: as rápidas (SCs e a BR 282), as arteriais (via Beiramar Norte), as coletoras (via Mauro Ramos), as locais, as panorâmicas e as sub-coletoras. Além disso, tratou dos Pólos Geradores de Tráfico, que são divididos em micro e macro, sendo exemplo o uso indevido de calçadas, para acessar os comércios de pequenos empresários, o estacionamento em locais proibidos causando transtornos ao trânsito entre outros.

Encerrando as atividades da noite, o presidente do Núcleo Gestor do Plano Diretor Participativo de Florianópolis, Rodolfo Joaquim Pinto da Luz, abriu espaço aos questionamentos e possíveis respostas dos integrantes da mesa de autoridades.

O Plano Diretor Participativo de Florianópolis é o resultado de intenso e longo trabalho coletivo com iniciado em 2006. A partir das diretrizes levantadas e discutidas nas comunidades, passou por um trabalho técnico de sistematização das contribuições sociais, que culminou na elaboração do anteprojeto de Lei do Plano Diretor.

Planejamento Participativo da PMF
O anteprojeto de Lei foi aprofundado em oficinas técnicas. Foi formada uma Comissão Especial por técnicos da Prefeitura para realizarem as adequações e revisões. Nesta etapa, o anteprojeto retorna à sociedade para as discussões, onde poderão ser sugeridas alterações, inclusões ou supressões em audiências distritais, para aprovação em audiência pública municipal, antes do encaminhamento à Câmara Municipal de Vereadores.

O processo participativo contou com forte presença social na etapa denominada “leitura comunitária” de onde foram produzidas as diretrizes que orientaram o trabalho técnico de elaboração da proposta. Voltando agora para o âmbito social para avaliação do anteprojeto, sempre respaldado pelo Estatuto da Cidade e Recomendações do Conselho das Cidades.

14/09/11

O transporte (público) precisa ser mais público

Por Samantha Buglione, no Jornal A Notícia
 
É com a chamada de um transporte público que realmente precisa ser público que a Udesc/Esag, em parceria com o Laboratório de Aprendizagem em Serviços Públicos da Esag, vai participar do Dia Mundial sem Carro, na próxima quinta-feira.
Pedestres e carros - disputa constante
A proposta da universidade é chamar atenção da comunidade sobre os problemas de mobilidade urbana. Poderíamos até dizer que essa é uma missão desnecessária, afinal, não conheço uma viva alma que já não tenha sofrido com a mobilidade urbana, seja com um ônibus que nunca vem ou uma linha que não existe, seja com engarrafamentos intermináveis.
A originalidade da proposta da Esag não está em mostrar o problema, mas que é possível ir e vir sem carro. Segundo os organizadores, a ideia é que os alunos e servidores da instituição utilizem o transporte coletivo, a bicicleta, a carona ou se desloquem a pé no dia 22 de setembro.
O Dia Mundial sem Carro, observa o professor Enio Spaniol, “é apenas uma data simbólica, pois deveríamos ter essa consciência de utilizar o transporte coletivo e outras maneiras de deslocamento, todos os dias”.
Mobilidade urbana está diretamente vinculada ao planejamento público e à garantia de direitos fundamentais da mais diversa ordem. Contudo, não é algo que dependa unilateralmente de uma política pública. Não podemos esquecer que as políticas de governo são sintomas da cultura. Uma sociedade que não valoriza o transporte coletivo e outros meios de locomoção (como bicicletas, caronas e andar a pé) não sente qualquer estranheza com o sistema limitado que tem à disposição. Às vezes, só viajando e experimentando outra lógica para que o absurdo do nosso dia a dia salte aos olhos. 

O transporte público, nas principais cidades brasileiras, não é uma alternativa de transporte, mas a única opção para quem não tem recurso para comprar um carro ou uma moto. Assim que sobrar alguns tostões no orçamento, o impulso será o de comprar um carro para si. É preciso, antes de qualquer coisa, encarar o transporte público como algo inteligente e bom. Para isso, o serviço oferecido deve ser de qualidade, mas, igualmente, as pessoas precisam redefinir o valor da coisa pública.

Roberto Da Mata mostra muito bem que no Brasil o público ou é coisa de ninguém ou de marginal: mulher da rua, menino de rua são exemplos emblemáticos de como se pensa a coisa pública por aqui (desviante, abandonada ou sem dono). Enquanto o público não for percebido como algo de todos, devendo, assim, estar sob o olhar cuidador de todos, vamos sofrer não apenas com a (des)mobilidade urbana, mas com os outros serviços também.
Por Samantha Buglione, no Jornal A Notícia (20/09/11)
bacharel e mestre em direito,
doutora em ciências humanas,
buglione@babele.com.br

19/01/11

Sai em 2011 sistema integrado de transportes em Palhoça

Novo sistema inter-modal será entregue até setembro deste ano na cidade de Palhoça.
Nesta terça-feira foi dado mais um passo no implantação do Sistema Integrado do Transporte Coletivo de Palhoça, na Grande Florianópolis. O prefeito Ronério Heiderscheidt assinou a ordem de serviço que permite o início das obras do terminal central de transbordo. Todo o sistema foi orçado em R$ 10 milhões que virão da iniciativa privada. A empresa Jotur é a responsável pelo projeto.

Segundo o gerente operacional da empresa Jotur, Renato Christ, a obra vai iniciar imediatamente, e a previsão é de que em setembro deste ano o Sistema Integrado entre em operação.

O que será feito:
O terminal central de transbordo será construído na Ponte do Imaruim e fará ligação com o ponto de embarque e desembarque do Sistema de Transporte Marítimo de Palhoça, que também está em fase de implantação.

O novo sistema:
O Sistema de Transporte Público do município é formado por linhas alimentadoras e linhas troncais e contará com quatro estações de transbordo e duas de integração.

Com a implantação das estações de transbordos em áreas estratégicas de Palhoça — como a estação principal no Centro — vai dobrar o horário das linhas de ônibus, passando de 290 para 928 horários por dia.

Os benefícios:
De acordo com a assessoria da prefeitura, este sistema deve diminuir o número de travessias nas pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos, que levam a Florianópolis — hoje é de 900 e irá passará para 400 vezes por dia.


Novo sistema desafogará o trânsito em Palhoça
Atualmente, em alguns bairros, os moradores têm que ir até a capital para pegarem um ônibus que leve ao Centro de Palhoça, por exemplo. Isso não ocorrerá mais com o novo sistema integrado do município que permitirá uma melhor integração entre os bairros. — A obra irá melhorar a questão da mobilidade urbana na região metropolitana — afirmou Heiderscheidt. Ele também acredita que essa obra vai representar um ganho importante para a qualidade de vida dos 130 mil moradores da cidade. — Vai oxigenar o Centro, incrementando o comércio e a prestação de serviço, por onde mais de 10 mil pessoas irão circular.
Outros pontos importantes do projeto serão a implantação do cartão eletrônico e de um modelo de rastreamento de frota via Sistema de Posicionamento Global (GPS).


Matéria Adap/Imagem: Blog No Trajeto
Fonte: Diário Catarinense

Via Expressa, ligação entre Capital e BR-101 será quadruplicada

Via Expressa: ligação à Capital
Com um fluxo diário de mais de 100 mil carros e trânsito congestionado nos horários de pico, a Via Expressa entra no planejamento do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT/SC) para quadruplicação. A empresa para fazer o projeto de ampliação da rodovia já foi contratada.
O trecho, da cabeceira das pontes de Florianópolis à BR-101, pertence à BR-282 e tem 5,6 quilômetros de extensão. Só o projeto deve custar R$ 6,5 milhões e será financiado pelo Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC-2). Segundo o DNIT/SC, é levada em conta a complexidade do projeto. A rodovia passa no meio de uma zona altamente urbanizada e recebe o fluxo de vários bairros de Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu, além de ser o principal acesso à Capital.

A obra será licitada após licenciamento ambiental e a conclusão e aprovação do projeto. Segundo o superintendente do DNIT/SC, João José dos Santos, em 2012 as obras devem começar. Os problemas de tráfego, porém, devem ser estudados em conjunto com o governo do Estado e as prefeituras de São José e Florianópolis. — Ao longo das últimas décadas, Florianópolis adotou como único acesso a Via Expressa. O problema só será resolvido com outras alternativas além da quadruplicação, como por exemplo a reativação da ponte Hercílio Luz — diz João José.

Além da quadruplicação, está previsto no projeto o estudo de construção de ruas laterais, ciclovia e viadutos próximo ao Shopping Itaguaçu, em São José, e até na entrada do bairro Forquilhinhas. — O objetivo é separar o trânsito local do que vem de todas as outras localidades de Santa Catarina — diz João José.

Segundo o superintendente, o Ministério dos Transportes autorizou inserir no projeto da ampliação da BR-282 um estudo de vialibilização de uma terceira ponte do continente à Baía Sul. Para ele, o fluxo na entrada de Florianópolis só vai ser resolvido com a criação de outros acessos à Ilha.


Nota do Blog:
A obra é muito importante para descongestionar o fluxo de veículos na ligação entre Ilha e Continente, entretanto há de se pensar em outra forma de ligação, 4ªponte ou túnel sub-aquático são obras para serem realizadas rapidamente, antes que o trânsito entre num 'colapso'.

Fonte: Jornal Hora de SC
Divulgação: Blog No Trajeto